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SUMMARY:Assembleia Popular: Palestina Livre
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DESCRIPTION:Esta semana saímos à rua em solidariedade com o povo palestinia
	no\, na sua\nresistência de há 75 anos contra o projeto colonial sionista.
	\n\nManifestações:\n9/10\, em Lisboa\, no Largo de Camões\, pelas 18h00\n1
	1/10\, às 18h00\, na Praça Martim Moniz\, em Lisboa!\n\nSábado 14/10\, no 
	Porto\, 17h00\, à frente da Cadeia da Relação.\n\nNa madrugada de 7 de out
	ubro de 2023\, parte da resistência palestiniana\, a\npartir da Faixa de G
	aza\, iniciou uma ação de resistência contra o projeto\ncolonial sionista\
	, liderada pelo Hamas\, a que se juntaram outros coletivos em\ntoda a Pale
	stina. Esta é uma resposta ao escalar de violência por parte do\nexército 
	e de colonos israelitas\, principalmente na Cisjordânia e em Jerusalém.\nO
	 ano de 2023 é já o mais mortal para pessoas palestinianas desde 2005 — ma
	is de\n200 tinham sido mortas ainda antes dos acontecimentos deste fim-de-
	semana. As\núltimas semanas têm também sido marcadas por um aumento do núm
	ero de colonos\nque\, em Jerusalém\, têm forçado a entrada na praça onde s
	e encontra a mesquita de\nAl-Aqsa\, um dos mais importantes locais de cult
	o do islão.\n\nEsta ação surge quando se cumprem quase 20 anos de bloqueio
	 a Gaza por parte do\nEstado sionista (e também do Estado egípcio)\, que t
	ornou esta região uma prisão\na céu aberto\, onde cerca de dois milhões de
	 pessoas vivem na miséria\, sem\ndinheiro\, sem acesso constante a água po
	tável ou eletricidade\, sem a\npossibilidade de fugirem ou se refugiarem\,
	 e com a constante ameaça de\nbombardeamentos e massacres por parte do pod
	er ocupante. Recentemente\, no\npassado maio\, mais de 30 pessoas palestin
	ianas foram mortas em mais um ataque\nisraelita.\n\nFoi isso que as forças
	 militares ocupantes fizeram novamente como resposta a\nesta ação de resis
	tência. Depois dos guerrilheiros do Hamas terem lançados\nrockets e conseg
	uido\, pela primeira vez em anos\, destruir a separação de metal\nconstruí
	da para dividir Gaza dos territórios ocupados em 1948 pelo Estado de\nIsra
	el\, infiltrando-se em colonatos para destruir edifícios como esquadras da
	\npolícia e para capturar soldados e colonos\, o exército sionista iniciou
	 mais uma\ncampanha de punição coletiva\, bombardeando algumas das zonas m
	ais densamente\npovoadas da Faixa de Gaza. Já centenas de pessoas morreram
	 desde a manhã de\nsábado. Infelizmente\, a normalização desta dimensão de
	 violência e devastação da\nresposta israelita — cujo poderio militar é in
	úmeras vezes superior ao\npalestiniano —  é também uma realidade. Como se 
	lê no editorial do jornal\nPúblico de ontem\, “os Israelitas irão responde
	r de forma brutal nas próximas\nhoras.”\n\nMas o que se passa na Palestina
	 não pode entender-se sem o devido contexto dos\núltimos 75 anos de ocupaç
	ão. Pelo menos desde 1948 que a nakba (catástrofe\, em\nárabe) é uma reali
	dade para a população palestiniana\, que resiste contra a\nlimpeza étnica 
	de todo um povo por parte de um império colonial que mantém o\napoio das m
	aiores potências do ocidente. Como têm feito sucessivamente\,\nrepresentan
	tes políticos como Roberta Metsola\, presidente do Parlamento Europeu\,\nU
	rsula von der Leyen\, presidente da Comissão Europeia\, ou António Costa\,
	\nprimeiro-ministro de Portugal mostram solidariedade com o apartheid.\n\n
	Todos os dias são mortas pessoas civis na Palestina pelo Estado de Israel 
	e\npelos seus colonos. No entanto\, a violência a que agora assistimos é r
	esultado\ndireto da ocupação do povo palestiniano por parte de um projeto 
	colonial e os\nseus 75 anos de limpeza étnica. Negar o seu direito a fazê-
	lo é contrariar o\ndireito à resistência dos povos ocupados. Não temos qua
	lquer afinidade com o\nprojeto político do Hamas\, mas reconhecemos o dese
	jo de libertação de todo um\npovo.\n\nPorque acreditamos no direito do pov
	o palestiniano de resistir à ocupação\ncolonial com qualquer meio à sua di
	sposição (como\, aliás\, expressa a lei\ninternacional)\, manifestamo-nos 
	em solidariedade com a sua luta na\nsegunda-feira\, dia 9 de outubro\, pel
	as 18 horas\, no Largo de Camões\, em Lisboa.\nA descolonização não é apen
	as uma metáfora\, um enquadramento teórico. E é quando\nela se torna real 
	que temos de dizer: sim\, defendemos a Palestina livre.
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	iedade com o povo palestiniano, na sua resistência de há 75 anos contra o 
	projeto colonial sionista.</strong></p><p><strong>Manifestações:</strong><
	br><strong>9/10, em Lisboa, no Largo de Camões, pelas 18h00</strong><br><s
	trong>11/10, às 18h00, na Praça Martim Moniz, em Lisboa!</strong></p><p><s
	trong>Sábado 14/10, no Porto, 17h00, à frente da Cadeia da Relação.</stron
	g></p><p>Na madrugada de 7 de outubro de 2023, parte da resistência palest
	iniana, a partir da Faixa de Gaza, iniciou uma ação de resistência contra 
	o projeto colonial sionista, liderada pelo Hamas, a que se juntaram outros
	 coletivos em toda a Palestina. Esta é uma resposta ao escalar de violênci
	a por parte do exército e de colonos israelitas, principalmente na Cisjord
	ânia e em Jerusalém. O ano de 2023 é já o mais mortal para pessoas palesti
	nianas desde 2005 — mais de 200 tinham sido mortas ainda antes dos acontec
	imentos deste fim-de-semana. As últimas semanas têm também sido marcadas p
	or um aumento do número de colonos que, em Jerusalém, têm forçado a entrad
	a na praça onde se encontra a mesquita de Al-Aqsa, um dos mais importantes
	 locais de culto do islão.</p><p>Esta ação surge quando se cumprem quase 2
	0 anos de bloqueio&nbsp;a Gaza por parte do Estado sionista (e também do E
	stado egípcio), que tornou esta região uma prisão a céu aberto, onde cerca
	 de dois milhões de pessoas&nbsp;vivem na miséria, sem dinheiro, sem acess
	o constante a água potável&nbsp;ou eletricidade, sem a possibilidade de fu
	girem ou se refugiarem, e com a constante ameaça de bombardeamentos e mass
	acres por parte do poder ocupante. Recentemente, no passado maio, mais de 
	30 pessoas palestinianas foram mortas em mais um ataque israelita.</p><p>F
	oi isso que as forças militares ocupantes fizeram novamente como resposta 
	a esta ação de resistência. Depois dos guerrilheiros do Hamas terem lançad
	os rockets e conseguido, pela primeira vez em anos, destruir a separação d
	e metal construída para dividir Gaza dos territórios ocupados em 1948 pelo
	 Estado de Israel, infiltrando-se em colonatos para destruir edifícios com
	o esquadras da polícia e para capturar soldados e colonos, o exército sion
	ista iniciou mais uma campanha de punição coletiva, bombardeando algumas d
	as zonas mais densamente povoadas da Faixa de Gaza. Já centenas de pessoas
	 morreram desde a manhã de sábado. Infelizmente, a normalização desta dime
	nsão de violência e devastação da resposta israelita — cujo poderio milita
	r é inúmeras vezes superior ao palestiniano — &nbsp;é também uma realidade
	. Como se lê no editorial do jornal Público de ontem, “os Israelitas irão 
	responder de forma brutal nas próximas horas.”</p><p>Mas o que se passa na
	 Palestina não pode entender-se sem o devido contexto dos últimos 75 anos 
	de ocupação. Pelo menos desde 1948 que a nakba&nbsp;(catástrofe, em árabe)
	 é uma realidade para a população palestiniana, que resiste contra a limpe
	za étnica de todo um povo por parte de um império colonial que mantém o ap
	oio das maiores potências do ocidente. Como têm feito sucessivamente, repr
	esentantes políticos como&nbsp;Roberta Metsola, presidente do Parlamento E
	uropeu, Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, ou António 
	Costa, primeiro-ministro de Portugal&nbsp;mostram solidariedade com o apar
	theid.</p><p>Todos os dias são mortas&nbsp;pessoas civis na Palestina pelo
	 Estado de Israel e pelos seus colonos. No entanto, a violência a que agor
	a assistimos é resultado direto da ocupação do povo palestiniano por parte
	 de um projeto colonial e os seus 75 anos de limpeza étnica. Negar o seu d
	ireito a fazê-lo é contrariar o direito à resistência dos povos ocupados. 
	Não temos qualquer afinidade com o projeto político do Hamas, mas reconhec
	emos o desejo de libertação de todo um povo.</p><p>Porque acreditamos no d
	ireito do povo palestiniano de resistir à ocupação colonial com qualquer m
	eio à sua disposição (como, aliás, expressa a lei internacional), manifest
	amo-nos em solidariedade com a sua luta na segunda-feira, dia 9 de outubro
	, pelas 18 horas, no Largo de Camões, em Lisboa. A descolonização não é ap
	enas uma metáfora, um enquadramento teórico. E é quando ela se torna real 
	que temos de dizer: sim, defendemos a Palestina livre.</p>
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