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DESCRIPTION:CASAS PARA VIVER [https://www.habitacaohoje.org/casasparaviver3
	0setembro]\n\n\nDIA 30 DE SETEMBRO SAÍMOS À RUA! \n\n \n\n   São tempos di
	fíceis e de sufoco para a maioria das pessoas que vive em\nPortugal. No di
	a 1 de abril estivemos milhares nas ruas do Porto\, e em mais seis\ncidade
	s do país\, mas o problema só se tem agravado e há cada vez mais pessoas\n
	sem acesso a uma habitação digna. O aumento drástico do custo de vida agra
	va a\ncrise permanente em que vivemos. As rendas em Portugal aumentaram 49
	% nos\núltimos cinco anos. Os preços das casas subiram 35% em três anos.
	 Os salários\nnão acompanham este aumento absurdo e as casas públicas repr
	esentam apenas 2% do\ntotal! Não temos onde viver condignamente\, venderam
	 as nossas cidades à\nespeculação imobiliária. À custa da nossa miséria as
	 empresas de sectores\nessenciais\, apoiadas pelo Estado\, especulam os pr
	eços e aumentam os seus\nlucros. \n\n\n\n   O problema da habitação não é 
	novo. As políticas que o têm perpetuado e\nagudizado assentam na ideia de 
	que o mercado funciona quando é pouco\nintervencionado. São anos e anos de
	 desinvestimento público orientado por\ngovernos e instituições económ
	icas\, apoiados ao nível dos decisores\neuropeus\, que tratam a habitaça
	̃o como um negócio e não como um direito\nbásico. Os programas e políti
	cas desenhadas só têm feito aumentar os preços e\ndiminuir a oferta\, conc
	entrando a propriedade e o rendimento nuns poucos. A\nhabitação é\, neste 
	período\, um dos maiores activos financeiros do mundo\, muito\npouco lembr
	ado e garantido na sua função essencial: morar.\n\n \n\n   Veja-se o mais 
	recente pacote de medidas\, o Mais Habitação\, uma mão cheia de\nnada! Est
	as medidas não significam nenhum alívio para a classe trabalhadora\,\ninsi
	stindo nos apoios à renda que mantém os lucros dos senhorios e as rendas\n
	altas. Insistindo na renda acessível\, que poucos conseguem pagar\, e que 
	garante\nainda mais lucro ao senhorio. Fingindo que querem limitar a espec
	ulação\nimobiliária\, propõe um arrendamento coercivo que os municípios as
	sumem que não\nvão aplicar\, recuam na taxa extraordinária ao Alojamento L
	ocal e na eliminação\ndos Vistos Gold\, garantem aos proprietários os seus
	 lucros transferindo dinheiro\npúblico diretamente para os seus bolsos e i
	sentando-os das suas obrigações\nfiscais. No final\, continuamos sem ter c
	asas dignas para viver e os senhorios\ncontinuam a encher os bolsos à cust
	a do nosso trabalho!\n\n\n\n   As rendas aumentam e não são compatíveis co
	m os nossos salários e pensões. Os\ncontratos são cada vez mais curtos\, e
	ntre rendas\, cauções e fiadores\, que\npagamos a muito custo por casas em
	 cada vez piores condições. Não temos mais\ncomo pagar as prestações ao ba
	nco\, não vemos fim para as dívidas. Somos\ndespejados porque há quem cons
	iga pagar mais ou porque abrir um alojamento local\ndá mais lucro. Os vizi
	nhos vão-se embora um a um cada vez para mais longe da sua\nrede de apoio.
	 Pessoas idosas têm de abandonar os lugares onde sempre viveram.\n\n \n\n 
	  Todos os dias somos obrigados a viajar maiores distâncias para chegar à\
	nescola e ao trabalho porque fomos expulsos das nossas cidades. As ilhas d
	o Porto\npassam a ser um cenário para turista ou nómada digital ao mesmo t
	empo que ainda\nhá pessoas sem casa de banho e novos inquilinos a pagar 50
	0€ por uma casa de\n20m2. A habitação pública é insuficiente\, as listas d
	e espera são cada vez mais\nlongas\, e os critérios para aceder são cada v
	ez mais apertados. Não existe\ninvestimento público para dar uma resposta 
	digna aos mais vulneráveis. \n\nTodos os dias pessoas são discriminadas no
	 acesso ao mercado de arrendamento\,\nseja pela sua identidade de género\,
	 orientação sexual\, pela sua origem\, etnia ou\nsituação profissional.\n\
	nTemos no país 723 mil alojamentos vazios e cada vez mais pessoas em situa
	ção de\nsem abrigo\, cada vez mais pessoas a terem de se sujeitar a dupla 
	ou tripla\njornada de trabalho para pagar a renda\, ou a ter de voltar com
	 os filhos para as\ncasas sobrelotadas dos pais. Mulheres\, vítimas de vio
	lência doméstica\, pessoas\nLGBTQIA+\, sem alternativa a viver em situaçõe
	s de violência quotidiana dentro de\ncasa. Imigrantes em casas sem condiçõ
	es onde correm perigo de morte.\n\n   Jovens que têm de abandonar os estud
	os porque não há alojamento estudantil\,\npessoas com filhos que sem alter
	nativa ocuparam casas e vivem sob o medo\nconstante de despejo. As polític
	as estão direcionadas para garantir mais lucro\,\natravés dos vistos gold\
	, dos benefícios fiscais a não residentes ou a nómadas\ndigitais\, e nós t
	emos de escolher entre pagar a renda ou os medicamentos\, entre\naquecer a
	 casa ou pôr comida na mesa. Não temos rendimentos para fazer face ao\nfri
	o ou aos estragos provocados pela chuva. Tudo isto faz com que fiquemos\nd
	oentes\, física e psicologicamente\, por não termos direito ao mais elemen
	tar:\numa casa digna. \n\n \n\n   Dia 30 de setembro saímos à rua para dem
	onstrar que não nos resignamos às\nmigalhas que nos dão\, lutamos por uma 
	vida digna para todas as pessoas\, queremos\nconstruir Poder Popular! Por 
	isso\, moradores\, unidos\, vamos lutar! \n\n\n\n \n\n\nDIA 30 DE SETEMBRO
	\,  ÀS 15H\, NA PRAÇA DA BATALHA\, NO PORTO. \n\n\nJUNTA-TE A TODOS OS TEU
	S VIZINHOS NA MANIFESTAÇÃO!
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	caohoje.org/casasparaviver30setembro">CASAS PARA VIVER</a></h1><h3>Dia 30 
	de Setembro saímos à rua!&nbsp;</h3><p>&nbsp;</p><p>&nbsp; &nbsp;São tempo
	s difíceis e de sufoco para a maioria das pessoas que vive em Portugal. No
	 dia 1 de abril estivemos milhares nas ruas do Porto, e em mais seis cidad
	es do país, mas o problema só se tem agravado e há cada vez mais pessoas s
	em acesso a uma habitação digna. O aumento drástico do custo de vida agrav
	a a crise permanente em que vivemos. As rendas em Portugal aumentaram 49% 
	nos últimos cinco anos. Os preços das casas subiram 35% em três anos. Os
	 salários não acompanham este aumento absurdo e as casas públicas represen
	tam apenas 2% do total! Não temos onde viver condignamente, venderam as no
	ssas cidades à especulação imobiliária. À custa da nossa miséria as empres
	as de sectores essenciais, apoiadas pelo Estado, especulam os preços e aum
	entam os seus lucros.&nbsp;</p><p>​</p><p>&nbsp; &nbsp;O problema da habit
	ação não é novo. As políticas que o têm perpetuado e agudizado assentam na
	 ideia de que o mercado funciona quando é pouco intervencionado. São anos 
	e anos de desinvestimento público orientado por governos e instituições
	 económicas, apoiados ao nível dos decisores europeus, que tratam a habi
	tação como um negócio e não como um direito básico. Os programas e po
	líticas desenhadas só têm feito aumentar os preços e diminuir a oferta, co
	ncentrando a propriedade e o rendimento nuns poucos. A habitação é, neste 
	período, um dos maiores activos financeiros do mundo, muito pouco lembrado
	 e garantido na sua função essencial: morar.</p><p>&nbsp;</p><p>&nbsp; &nb
	sp;Veja-se o mais recente pacote de medidas, o Mais Habitação, uma mão che
	ia de nada! Estas medidas não significam nenhum alívio para a classe traba
	lhadora, insistindo nos apoios à renda que mantém os lucros dos senhorios 
	e as rendas altas. Insistindo na renda acessível, que poucos conseguem pag
	ar, e que garante ainda mais lucro ao senhorio. Fingindo que querem limita
	r a especulação imobiliária, propõe um arrendamento coercivo que os municí
	pios assumem que não vão aplicar, recuam na taxa extraordinária ao Alojame
	nto Local e na eliminação dos Vistos Gold, garantem aos proprietários os s
	eus lucros transferindo dinheiro público diretamente para os seus bolsos e
	 isentando-os das suas obrigações fiscais. No final, continuamos sem ter c
	asas dignas para viver e os senhorios continuam a encher os bolsos à custa
	 do nosso trabalho!</p><p>​</p><p>&nbsp; &nbsp;As rendas aumentam e não sã
	o compatíveis com os nossos salários e pensões. Os contratos são cada vez 
	mais curtos, entre rendas, cauções e fiadores, que pagamos a muito custo p
	or casas em cada vez piores condições. Não temos mais como pagar as presta
	ções ao banco, não vemos fim para as dívidas. Somos despejados porque há q
	uem consiga pagar mais ou porque abrir um alojamento local dá mais lucro. 
	Os vizinhos vão-se embora um a um cada vez para mais longe da sua rede de 
	apoio. Pessoas idosas têm de abandonar os lugares onde sempre viveram.</p>
	<p>&nbsp;</p><p>&nbsp; &nbsp;Todos os dias somos obrigados a viajar maiore
	s distâncias para chegar à escola e ao trabalho porque fomos expulsos das 
	nossas cidades. As ilhas do Porto passam a ser um cenário para turista ou 
	nómada digital ao mesmo tempo que ainda há pessoas sem casa de banho e nov
	os inquilinos a pagar 500€ por uma casa de 20m2. A habitação pública é ins
	uficiente, as listas de espera são cada vez mais longas, e os critérios pa
	ra aceder são cada vez mais apertados. Não existe investimento público par
	a dar uma resposta digna aos mais vulneráveis.&nbsp;</p><p>Todos os dias p
	essoas são discriminadas no acesso ao mercado de arrendamento, seja pela s
	ua identidade de género, orientação sexual, pela sua origem, etnia ou situ
	ação profissional.</p><p>Temos no país 723 mil alojamentos vazios e cada v
	ez mais pessoas em situação de sem abrigo, cada vez mais pessoas a terem d
	e se sujeitar a dupla ou tripla jornada de trabalho para pagar a renda, ou
	 a ter de voltar com os filhos para as casas sobrelotadas dos pais. Mulher
	es, vítimas de violência doméstica, pessoas LGBTQIA+, sem alternativa a vi
	ver em situações de violência quotidiana dentro de casa. Imigrantes em cas
	as sem condições onde correm perigo de morte.</p><p>&nbsp; &nbsp;Jovens qu
	e têm de abandonar os estudos porque não há alojamento estudantil, pessoas
	 com filhos que sem alternativa ocuparam casas e vivem sob o medo constant
	e de despejo. As políticas estão direcionadas para garantir mais lucro, at
	ravés dos vistos gold, dos benefícios fiscais a não residentes ou a nómada
	s digitais, e nós temos de escolher entre pagar a renda ou os medicamentos
	, entre aquecer a casa ou pôr comida na mesa. Não temos rendimentos para f
	azer face ao frio ou aos estragos provocados pela chuva. Tudo isto faz com
	 que fiquemos doentes, física e psicologicamente, por não termos direito a
	o mais elementar: uma casa digna.&nbsp;</p><p>&nbsp;</p><p>&nbsp; &nbsp;Di
	a 30 de setembro saímos à rua para demonstrar que não nos resignamos às mi
	galhas que nos dão, lutamos por uma vida digna para todas as pessoas, quer
	emos construir Poder Popular! Por isso, moradores, unidos, vamos lutar!&nb
	sp;</p><p>​</p><p>&nbsp;</p><h3>Dia 30 de setembro,&nbsp; às 15h, na Praça
	 da Batalha, no Porto.&nbsp;</h3><h3>Junta-te a todos os teus vizinhos na 
	Manifestação!</h3>
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