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SUMMARY:Concerto Filhas da Luta + Simulação Participativa
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DESCRIPTION:Como reagirias se a extrema-direita chegasse ao poder no teu pa
	ís?\n\nEsta simulação participativa convida os activistas a explorar como 
	o\nautoritarismo\, a repressão política e a ascensão da extrema-direita po
	dem\ntransformar a vida quotidiana e remodelar a sociedade civil.\n\nEm to
	da a Europa\, as instituições democráticas estão cada vez mais sob pressão
	.\nMuitos activistas que fugiram de regimes autoritários já viveram estes 
	processos\nem primeira mão. Será que acontecimentos semelhantes poderão oc
	orrer noutros\nlocais?\n\nA oficina começa com uma breve introdução a exem
	plos históricos e contemporâneos\nde exílio político\, com foco em activis
	tas forçados a abandonar os seus países\ndevido a regimes ditatoriais\, gu
	erras ou perseguição política. Os participantes\ntambém irão ouvir as expe
	riências de activistas russos contra a guerra que\ndeixaram o país após a 
	invasão em grande escala da Ucrânia e a subsequente onda\nde repressão.\n\
	nEm seguida\, pede-se aos participantes que imaginem que se está a desenro
	lar uma\ngrave crise política. Um governo de extrema-direita chega ao pode
	r. As\nliberdades civis começam a ser corroídas\, as organizações independ
	entes\nenfrentam uma pressão crescente\, a vigilância alarga-se e a repres
	são torna-se\ngradualmente parte da vida quotidiana. Será que se deve fica
	r ou partir?\nContinuar a organizar-se na clandestinidade? Transferir o tr
	abalho para o\nestrangeiro? Que responsabilidades se tem para com a comuni
	dade\, a família e os\ncompromissos políticos?\n\nÀ medida que a simulação
	 decorre\, os facilitadores vão introduzindo novos\ndesenvolvimentos: rest
	rições nas fronteiras\, legislação de emergência\, controlos\nfinanceiros\
	, bloqueios de comunicação\, ataques a ONG\, alterações nas regras de\nmig
	ração e outros acontecimentos inesperados. Os participantes têm de reavali
	ar\nconstantemente as suas estratégias\, negociar colectivamente e tomar d
	ecisões\ndifíceis sob pressão.\n\nA oficina termina com uma reflexão colec
	tiva\, em vez de uma procura de respostas\n«correctas». Juntos\, discutimo
	s o que o exílio altera\, como os movimentos\npolíticos sobrevivem à repre
	ssão\, como a solidariedade pode ser mantida\nalém-fronteiras e que formas
	 de organização se mantêm resilientes quando as\ninstituições democráticas
	 começam a falhar.\n\nO objectivo não é prever o futuro nem defender uma e
	scolha política específica\,\nmas sim criar um espaço onde os participante
	s possam reflectir colectivamente\nsobre os dilemas morais\, práticos e or
	ganizacionais que surgem quando a\ndemocracia é ameaçada — e pensar em con
	junto sobre como a solidariedade e a\nacção colectiva podem tornar os noss
	os movimentos mais resilientes.\n\nIvan Treptov é um escritor russo e anti
	go activista dos direitos humanos que\nvive no exílio na Alemanha. A sua o
	bra combina autoficção\, realismo grotesco e\nmemória política\, explorand
	o a repressão\, o deslocamento e o absurdo da vida\npós-soviética. Actualm
	ente\, está a concluir Destruam-nos\, um romance sobre o\nexílio\, o esgot
	amento emocional e a busca pela linguagem após uma catástrofe\npolítica.
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X-ALT-DESC;FMTTYPE=text/html:<p>Como reagirias se a extrema-direita chegass
	e ao poder no teu país?</p><p>Esta simulação participativa convida os acti
	vistas a explorar como o autoritarismo, a repressão política e a ascensão 
	da extrema-direita podem transformar a vida quotidiana e remodelar a socie
	dade civil. </p><p>Em toda a Europa, as instituições democráticas estão ca
	da vez mais sob pressão. Muitos activistas que fugiram de regimes autoritá
	rios já viveram estes processos em primeira mão. Será que acontecimentos s
	emelhantes poderão ocorrer noutros locais?</p><p>A oficina começa com uma 
	breve introdução a exemplos históricos e contemporâneos de exílio político
	, com foco em activistas forçados a abandonar os seus países devido a regi
	mes ditatoriais, guerras ou perseguição política. Os participantes também 
	irão ouvir as experiências de activistas russos contra a guerra que deixar
	am o país após a invasão em grande escala da Ucrânia e a subsequente onda 
	de repressão.</p><p>Em seguida, pede-se aos participantes que imaginem que
	 se está a desenrolar uma grave crise política. Um governo de extrema-dire
	ita chega ao poder. As liberdades civis começam a ser corroídas, as organi
	zações independentes enfrentam uma pressão crescente, a vigilância alarga-
	se e a repressão torna-se gradualmente parte da vida quotidiana. Será que 
	se deve ficar ou partir? Continuar a organizar-se na clandestinidade? Tran
	sferir o trabalho para o estrangeiro? Que responsabilidades se tem para co
	m a comunidade, a família e os compromissos políticos?</p><p>À medida que 
	a simulação decorre, os facilitadores vão introduzindo novos desenvolvimen
	tos: restrições nas fronteiras, legislação de emergência, controlos financ
	eiros, bloqueios de comunicação, ataques a ONG, alterações nas regras de m
	igração e outros acontecimentos inesperados. Os participantes têm de reava
	liar constantemente as suas estratégias, negociar colectivamente e tomar d
	ecisões difíceis sob pressão.</p><p>A oficina termina com uma reflexão col
	ectiva, em vez de uma procura de respostas «correctas». Juntos, discutimos
	 o que o exílio altera, como os movimentos políticos sobrevivem à repressã
	o, como a solidariedade pode ser mantida além-fronteiras e que formas de o
	rganização se mantêm resilientes quando as instituições democráticas começ
	am a falhar.</p><p>O objectivo não é prever o futuro nem defender uma esco
	lha política específica, mas sim criar um espaço onde os participantes pos
	sam reflectir colectivamente sobre os dilemas morais, práticos e organizac
	ionais que surgem quando a democracia é ameaçada — e pensar em conjunto so
	bre como a solidariedade e a acção colectiva podem tornar os nossos movime
	ntos mais resilientes.</p><p>Ivan Treptov é um escritor russo e antigo act
	ivista dos direitos humanos que vive no exílio na Alemanha. A sua obra com
	bina autoficção, realismo grotesco e memória política, explorando a repres
	são, o deslocamento e o absurdo da vida pós-soviética. Actualmente, está a
	 concluir Destruam-nos, um romance sobre o exílio, o esgotamento emocional
	 e a busca pela linguagem após uma catástrofe política.</p>
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