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SUMMARY:Entraram vivos\, sairam mortos! Homenagem a Danijoy\, Daniel e toda
	s as vitimas das prisões portuguesas.
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DESCRIPTION:A 15 de setembro DE 2021 Danijoy Pontes (23) e Daniel Rodrigues
	 (37)\, ambos\npresos no Estabelecimento Prisional de Lisboa (EPL)\, foram
	 encontrados mortos\nnas respetivas celas da mesma ala. Com ambos os casos
	 arquivados pela\nautoridades responsáveis pela investigação\, Alice Santo
	s e Luísa Dolot Santos\,\nainda hoje não sabem o que aconteceu aos seus fi
	lhos\, apenas que o Estado\nportuguês os condenou à morte. \n\nCinco anos 
	depois voltamos a encontrar-nos à porta do EPL\, para relembrar que as\nsu
	as morte e a luta das suas mães exigem respostas e soluções de combate á\n
	cultura de impunidade institucional e a salvaguarda da vida e da dignidade
	”.  \n\nA morte de Jorge Santos "Gordo" a 23 de novembro de 2025 na prisão
	 de Sintra\n(várias testemunhas denunciaram o espacamento por parte dos gu
	ardas) levou\ntambém familiares e amigos em manifestação a exigir uma inve
	stigação séria sobre\nas causas da morte. \n\nDesde então vimos enterrar C
	arlos "Gigante"\, morto em Alcoentre no dia 15 de\nmarço de 2026\, José An
	drade (Sassa) morto no EP de Sintra no dia 24 de maio de\n2026\, e até ent
	ão as famílias não têm respostas plausíveis sobre as causas de\nmorte. A e
	stas pessoas acrescentam-se tantas outras pessoas que perderam a vida\nàs 
	mãos do estado nas prisões. \n\nAté 10 de setembro de 2026\, já morreram 5
	6 pessoas nas prisões portuguesas —\ncerca de 43 mortes por 10 000 pessoas
	 presas\, acima da mediana europeia anual de\n39\,6 e perto da média anual
	 de 48\,4: é um número enorme de mortes em apenas oito\nmeses\, num padrão
	 de mortalidade prisional elevada que é recorrente em Portugal\,\nmas que 
	este ano está a tomar uma dimensão particularmente grave. \n\nEsta situaçã
	o deflagra num rasto de morte\, dor e revolta perante uma sociedade\nque o
	lha para as pessoas presas como seres humanos descartáveis\, pessoas\nencl
	ausuradas num sistema de morte e desumanização (condições de higiene\nsub-
	humanas\, alimentação escassa e em condições deploráveis\; ausência de\ncu
	idados de saúde em todos os âmbitos\; negligência e abandono por parte de\
	nresponsáveis técnicos\; torturas\, ameaças e agressões por parte de guard
	as\; entre\noutras violências reiteradas).\n\nSomos mulheres\, mães\, irmã
	s\, filhas\, familiares. Uma mãe é mãe de muitas formas\,\né mãe de um fil
	ho\, mas também pode ser mãe de um sobrinho\, de uma pessoa da\nfamília\, 
	de alguém que ama e considera como filho. Quem morreu na cadeia são\nfilho
	s. Têm sempre uma mãe. Têm família. E nós\, mães\, irmãs e familiares\,\nq
	ueremos verdade e justiça sobre as mortes que estão a acontecer nas cadeia
	s.\n\nAs mortes de Danijoy\, Daniel\, Jorge\, Carlos\, Sassa e todas as ví
	timas deste\nsistema criminoso não serão em vão! Não esquecemos\, nem perd
	oamos! \n\nConvocam:\n\nAlice Santos - Mãe de Danijoy Pontes \n\nLuísa Dol
	ot Santos - Mãe de Daniel Rodrigues \n\nMaria Santos - Irmã de Jorge Conce
	ição Santos 
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	gem-a-danijoy-daniel-e-todas-as-vitimas-das-prisoes-portuguesas
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X-ALT-DESC;FMTTYPE=text/html:<p>A 15 de setembro DE 2021 Danijoy Pontes (23
	) e Daniel Rodrigues (37), ambos presos no Estabelecimento Prisional de Li
	sboa (EPL), foram encontrados mortos nas respetivas celas da mesma ala. Co
	m ambos os casos arquivados pela autoridades responsáveis pela investigaçã
	o, Alice Santos e Luísa Dolot Santos, ainda hoje não sabem o que aconteceu
	 aos seus filhos, apenas que o Estado português os condenou à morte.&nbsp;
	</p><p>Cinco anos depois voltamos a encontrar-nos à porta do EPL, para rel
	embrar que as suas morte e a luta das suas mães exigem respostas e soluçõe
	s de combate á cultura de impunidade institucional e a salvaguarda da vida
	 e da dignidade”.&nbsp;&nbsp;</p><p>A morte de Jorge Santos "Gordo" a 23 d
	e novembro de 2025 na prisão de Sintra (várias testemunhas denunciaram o e
	spacamento por parte dos guardas) levou também familiares e amigos em mani
	festação a exigir uma investigação séria sobre as causas da morte.&nbsp;</
	p><p>Desde então vimos enterrar Carlos "Gigante", morto em Alcoentre no di
	a 15 de março de 2026, José Andrade (Sassa) morto no EP de Sintra no dia 2
	4 de maio de 2026, e até então as famílias não têm respostas plausíveis so
	bre as causas de morte. A estas pessoas acrescentam-se tantas outras pesso
	as que perderam a vida às mãos do estado nas prisões.&nbsp;</p><p>Até 10 d
	e setembro de 2026, já morreram 56 pessoas nas prisões portuguesas — cerca
	 de 43 mortes por 10 000 pessoas presas, acima da mediana europeia anual d
	e 39,6 e perto da média anual de 48,4: é um número enorme de mortes em ape
	nas oito meses, num padrão de mortalidade prisional elevada que é recorren
	te em Portugal, mas que este ano está a tomar uma dimensão particularmente
	 grave.&nbsp;</p><p>Esta situação deflagra num rasto de morte, dor e revol
	ta perante uma sociedade que olha para as pessoas presas como seres humano
	s descartáveis, pessoas enclausuradas num sistema de morte e desumanização
	 (condições de higiene sub-humanas, alimentação escassa e em condições dep
	loráveis; ausência de cuidados de saúde em todos os âmbitos; negligência e
	 abandono por parte de responsáveis técnicos; torturas, ameaças e agressõe
	s por parte de guardas; entre outras violências reiteradas).</p><p>Somos m
	ulheres, mães, irmãs, filhas, familiares. Uma mãe é mãe de muitas formas, 
	é mãe de um filho, mas também pode ser mãe de um sobrinho, de uma pessoa d
	a família, de alguém que ama e considera como filho. Quem morreu na cadeia
	 são filhos. Têm sempre uma mãe. Têm família. E nós, mães, irmãs e familia
	res, queremos verdade e justiça sobre as mortes que estão a acontecer nas 
	cadeias.</p><p>As mortes de Danijoy, Daniel, Jorge, Carlos, Sassa e todas 
	as vítimas deste sistema criminoso não serão em vão! Não esquecemos, nem p
	erdoamos!&nbsp;</p><p>Convocam:</p><p>Alice Santos - Mãe de Danijoy Pontes
	&nbsp;</p><p>Luísa Dolot Santos - Mãe de Daniel Rodrigues&nbsp;</p><p>Mari
	a Santos - Irmã de Jorge Conceição Santos&nbsp;</p>
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	das as vitimas das prisões portuguesas.
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