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SUMMARY:|| CINEMANAMULA || MEMÓRIA E REPARAÇÃO
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DESCRIPTION:|| CINEMANAMULA || MEMÓRIA E REPARAÇÃO * Perspectivas Anticolon
	iais e\nDecoloniais *\n\n~ Entrada Livre\n\nTER | 6 • 13 • 20 • 27 | 21h\n
	\nQUI | 8 • 15 • 22 • 29 | 21h\n\nSÁB 31 | 16h30 ~ 00h\n\nO colonialismo n
	ão é um capítulo encerrado da História\, mas uma relação de poder\nque con
	tinua a organizar vidas\, territórios e imaginários\, e que exige ser\ncom
	batida. Esta programação parte da necessidade de recusar narrativas que\ni
	mpõem uma perspectiva europeia e de olhar criticamente para o colonialismo
	\, as\nsuas permanências e reconfigurações. Procuramos compreender como es
	sas relações\nse inscrevem no presente e como podem ser confrontadas e res
	istidas.\n\nMemória e Reparação reúne filmes que abordam situações concret
	as de violência\ncolonial e as resistências que lhes fazem frente\, interr
	ogando as formas como\nessa violência foi registada e representada\, a apr
	opriação do património e dos\nterritórios\, bem como o racismo\, o aparthe
	id e as estruturas que os sustentam.\nEstas questões cruzam-se com a intim
	idade\, a pertença e o cuidado\, enquanto a\nimaginação de outros futuros 
	abre espaço à possibilidade de construir para além\ndas estruturas existen
	tes.\n\nNo último encontro\, a conversa traz estes assuntos para o present
	e que\npartilhamos\, reunindo cineastas\, colectivos e associações para pô
	r em comum\nperspectivas\, práticas e modos de organização a partir dos se
	us bairros e\ncomunidades de proximidade.\n\n\n\nTER 06.10 | 21h\n\nComo é
	 contada a história colonial e o que acontece quando\, no presente\, se\nc
	onfronta o seu apagamento e silenciamento? Esta sessão parte do passado\nc
	olonial português e da necessidade de reconhecer a violência que durante m
	uito\ntempo foi ocultada ou minimizada nas narrativas dominantes.\n\n\n\n>
	\n\nCONTOS DO ESQUECIMENTO\n\nDulce Fernandes\n\n2023 | PT | 63’\n\nAchado
	s arqueológicos recentes em Lagos\, no sul de Portugal\, revelaram o passa
	do\nesquecido do papel de Portugal no tráfico transatlântico de africanos\
	nescravizados. Invocando a distância entre o que queremos esquecer e a urg
	ência\nda memória\, 'Contos do Esquecimento' é um território de revelação 
	do passado no\npresente.\n\n\n\n\n\nQUI 08.10 | 21h\n\nComo olhar hoje par
	a imagens e narrativas coloniais? Esta sessão propõe\nrevisitar arquivos e
	 formas de representação produzidas durante e depois do\ncolonialismo port
	uguês\, interrogando o olhar que as construiu e as narrativas\nque dele re
	sultaram. Ao voltar a esse material a partir do presente\, abre-se\nespaço
	 para questionar a forma como a história colonial foi contada.\n\n\n\n>\n\
	nA STORY FROM AFRICA\n\nBilly Woodberry\n\n2019 | EUA - PT | 32’\n\nA part
	ir de fotografias produzidas por um oficial do exército português\, Billy\
	nWoodberry reconstrói a história trágica de Calipalula\, dignitário cuamat
	o\, cuja\nposição foi instrumentalizada pelas autoridades coloniais. Explo
	rando\nrivalidades entre poderes locais\, o exército português procurou im
	por o seu\ndomínio durante a ofensiva militar de 1907\, no sul de Angola. 
	O cineasta\nnorte-americano\, um dos fundadores do movimento L.A. Rebellio
	n\, propõe uma\nleitura crítica deste arquivo\, expondo a violência que o 
	eufemismo “campanha de\npacificação” procura ocultar e interroga os confli
	tos\, as ausências e as\nrelações de poder inscritas nas imagens coloniais
	.\n\n\n\n>\n\nACTO DOS FEITOS DA GUINÉ\n\nFernando Matos Silva - Cinequipa
	\n\n1980 |PT| 81’\n\nFilme-ensaio que parte de material filmado na Guiné e
	m 1969 e 1970 para um\nretrato da relação histórica da colonização portugu
	esa com a compreensão de\nÁfrica. O filme de Fernando Matos Silva tem marc
	as autobiográficas e conjuga\nimagens documentais – imagens de guerra\, cr
	uas e extremas\, a preto e branco – e\nde ficção – sequências a cor que en
	cenam um “Acto” onde os “feitos” são contados\npor personagens que represe
	ntam diretamente voltadas para a câmara.\n\nc/ presença do realizador\n\n\
	n\n\n\nTER 13.10 | 21h\n\nEsta sessão questiona a forma como bens culturai
	s retirados\, saqueados ou\nadquiridos sob domínio colonial foram incorpor
	ados nas coleções europeias e\napresentados nos museus. A restituição torn
	a visível essa história e abre a\ndiscussão sobre o lugar dos museus e sob
	re quem deve decidir o destino desse\npatrimónio.\n\n\n\n>\n\nLES STATUES 
	MEURENT AUSSI\n\nAlain Resnais - Chris Marker - Ghislain Cloquet\n\n1953 |
	 FR | 30’\n\nDocumentário encomendado pela revista Présence Africaine. Par
	tindo da questão\n«Por que razão a arte africana está no Museu do Homem\, 
	enquanto a arte grega ou\negípcia se encontra no Louvre?»\, os realizadore
	s expõem e criticam a falta de\nreconhecimento e de valorização da arte af
	ricana. O filme foi censurado em\nFrança durante oito anos.\n\n\n\n>\n\nYO
	U HIDE ME\n\nNii Kwate Owoo\n\n1970 | Gana | 17’\n\nUma grande quantidade 
	de artefatos africanos antigos e raros estão escondidos em\nsacos de plást
	ico e caixas de madeira no porão do Museu Britânico. Ao longo de\num dia\,
	 os objetos valiosos são revelados pela primeira vez\, evidenciando a\nvas
	ta extensão da arte africana roubada pelas forças coloniais.\n\n\n\n>\n\nD
	AHOMEY\n\nMati Diop\n\n2024 | Senegal FR | 68’\n\nVinte e seis tesouros re
	ais do Reino do Daomé estão prestes a deixar Paris para\nregressar ao seu 
	país de origem\, a actual República do Benim. Juntamente com\nmilhares de 
	outros\, estes artefactos foram pilhados pelas tropas coloniais\nfrancesas
	 em 1892. Que atitude tomar perante o regresso a casa destes\nantepassados
	\, num país que teve de seguir em frente na sua ausência? A discussão\naqu
	ece entre estudantes na Universidade de Abomey-Calavi.\n\n\n\nQUI 15.10 | 
	21h\n\nEsta sessão propõe desmontar uma perspectiva colonial inscrita nas 
	imagens e nas\nformas de contar o passado. Reúne duas formas de investigaç
	ão: uma que parte de\num arquivo produzido pelos próprios sujeitos da hist
	ória e outra que regressa a\num arquivo encontrado para seguir as suas ima
	gens\, os seus lugares e as pessoas\nque nelas aparecem. De modos diferent
	es\, ambas questionam esse olhar e trazem à\ntona histórias e violências q
	ue podem ser lidas a partir de outros lugares.\n\n\n\n>\n\nAPIYEMIYEKÎ?\n\
	nAna Vaz\n\n2020 | BR FR PT | 28´\n\nA partir de um arquivo com mais de 3.
	000 desenhos realizados pelos\nWaimiri-Atroari durante os seus primeiros p
	rocessos de alfabetização\,\nApiyemiyekî? recupera uma memória colectiva d
	a violência sofrida por este povo\nda Amazónia brasileira. Os desenhos reg
	istam encontros e impressões com o “homem\ncivilizado”\, revelando a parti
	r do olhar de quem os realizou\, as marcas da\ninvasão das terras e a viol
	ência exercida pelo Estado brasileiro durante a\nditadura militar. A const
	rução da BR-174 e a exploração mineira fazem parte\ndesse processo de expr
	opriação e abuso. Numa abordagem experimental\, Ana Vaz\nsobrepõe e funde 
	desenhos\, som e imagem\, criando novas relações entre os\nmateriais do ar
	quivo e fazendo emergir uma memória contada a partir de quem a\nviveu.\n\n
	\n\n>\n\nFILME PARTICULAR\n\nJanaína Nagata\n\n2022 | BR | 91'\n\nDocument
	ário de desktop construído a partir de um rolo de película de 16 mm\nperte
	ncente a uma família desconhecida. Este filme transforma-se numa\ninvestig
	ação\, através de uma perspetiva pós-colonial\, recorrendo a ferramentas\n
	digitais e às pistas que o filme oferece\, para desconstruir e investigar 
	a\norigem do material e o contexto socio-político e histórico que o circun
	da\,\nnomeadamente o Apartheid na África do Sul.\n\n\n\n\n\nTER 20.10 | 21
	h\n\nA ocupação de um território envolve violência\, deslocação e destruiç
	ão\, mas\ntambém a tentativa de apagar as marcas de quem o habita. Na Pale
	stina\, o\ngenocídio e a destruição de lugares\, memórias e arquivos fazem
	 parte dessa\nviolência. Esta sessão olha para a relação entre território 
	e memória e para as\nformas como imagens\, lugares e arquivos podem contra
	riar esse apagamento.\n\n\n\n>\n\nUNDR\n\nKamal Aljafari\n\n2024 | PA | 15
	’\n\nO olhar de um helicóptero varre o deserto\, inspecionando uma terra\n
	simultaneamente antiga e moderna\, natural e construída. Agricultores cult
	ivam os\nseus campos\, crianças brincam e os sinos tocam para a oração. A 
	dinamite rompe a\nterra. UNDR é um pungente ensaio cinematográfico feito a
	 partir de imagens de\narquivo recolhidas sobre uma paisagem de outro mund
	o\, carregada de história e\npotencial\, que se transformou num inquietant
	e cenário de vigilância e incursão.\n\n\n\n>\n\nA FIDAI FILM\n\nKamal Alja
	fari\n\n2024 | PA - Brazil - DE - FR - Qatar | 77’\n\nNo verão de 1982\, o
	 exército israelita invadiu Beirute\, e o Centro de\nInvestigação Palestin
	iano saqueando todo o seu arquivo. Este acervo que integra\ndocumentos his
	tóricos e imagens fixas e em movimento da Palestina torna-se a\npremissa d
	e A Fidai Film\, que explora a memória visual desse roubo por meio de\nima
	gens agora mantidas em arquivos israelitas. Face a estes atos de expropria
	ção\ne apropriação\, A Fidai Film propõe uma contra-narrativa desta perda\
	, de forma a\nrestaurar os vestígios da história pilhada da Palestina. O c
	ineasta assume o\npapel de um 'sabotador'\, criando um contra-arquivo a pa
	rtir de imagens\nreapropriadas\, subvertendo a ficção para revelar uma out
	ra realidade.\n\n\n\nQUI 22.10 | 21h\n\nLonge de encerrar os processos de 
	exploração e desigualdade\, o fim formal do\ncolonialismo viu estas estrut
	uras perpetuarem-se no capitalismo contemporâneo.\nEsta sessão debruça-se 
	sobre a exploração da terra\, dos recursos e dos corpos\,\nproblematizando
	 o extrativismo enquanto engrenagem dessa mesma continuidade.\n\nAs lutas 
	pela recuperação e defesa dos territórios são o reflexo de uma\nresistênci
	a que recusa ser apagada da história\n\n\n\n>\n\nHORA DE MUDAR\n\nPocas Pa
	scoal\n\n2024 | BR PT | 5’\n\nFilme experimental que relaciona colonialism
	o\, capitalismo e destruição\nambiental. Através de imagens e associações 
	poéticas\, questiona como a\nexploração da terra\, dos ecossistemas e das 
	pessoas se prolonga no presente.\n\n\n\n>\n\nNUESTRA VOZ DE TIERRA\, MEMOR
	IA Y FUTURO\n\nMarta Rodríguez e Jorge Silva\n\n1982 | Colombia | 90’\n\nD
	ocumentário poético feito em colaboração com comunidades indígenas do Cauc
	a.\nAcompanha a luta pela recuperação de terras ancestrais e articula obse
	rvação\,\nmitologia e cosmologia indígena\, afirmando a cultura como instr
	umento de\nresistência à opressão colonial e latifundiária.\n\n\n\nTER 27.
	10 | 21h\n\nA violência colonial atinge os corpos\, as relações e os afect
	os\, e os seus\nefeitos fazem-se sentir na vida quotidiana. Esta sessão ab
	orda questões de\nracismo\, marginalização\, intimidade e pertença\, aprox
	imando-se de práticas de\ncuidado e descanso e das possibilidades de resis
	tência e liberdade.\n\n\n\n>\n\nMANCHÊ BOM\n\nSara Fonseca da Graça\n\n202
	1| PT |12´\n\nTravessia filmada entre o Miratejo e Belém\, acompanhando a 
	artista enquanto\ntransporta uma pintura através do Tejo. Entre texto\, pe
	rformance e paisagem\nurbana\, o filme reflete sobre marginalização\, viol
	ência\, reparação\, descanso e o\ndireito de imaginar um lugar de liberdad
	e para os corpos negros.\n\nObra coproduzida pelo Teatro do Bairro Alto e 
	integrada no projeto digital\nPrimeiro Rascunho\; edição e montagem pela N
	êga Filmes.\n\n\n\n>\n\nMILISUTHANDO\n\nMilisuthando Bongela\n\n2023 | Áfr
	ica do Sul - Colômbia| 128’\n\nEnsaio documental que constitui uma explora
	ção poética e pessoal baseada na\nmemória sobre identidade etnoracial\, in
	timidade e o pós-apartheid na África do\nSul. A obra acompanha a perspetiv
	a da realizadora\, que cresceu sem consciência\ndo regime segregacionista 
	do Transkei até à queda do sistema\, estruturando-se em\ncinco atos e três
	 universos ao longo de três décadas.\n\n\n\nQUI 29.10 | 21h\n\nA imaginaçã
	o de outros futuros permite pensar para além das estruturas que\norganizam
	 o presente. Esta sessão recorre à ficção e ao afrofuturismo para\ndesafia
	r dinâmicas de poder\, exploração e dominação\, procurando\, assim\, outra
	s\nformas de viver e organizar a vida coletiva.\n\n\n\n\n\n>\n\nNEPTUNE FR
	OST\n\nSaul Williams e Anisia Uzeyman\n\n2021 | Ruanda - EUA |110’\n\nNuma
	 lixeira virtual de resíduos eletrónicos que parece pertencer a outro mund
	o\,\num grupo de mineiros de coltan fugitivos une-se para formar um coleti
	vo de\nhackers informáticos anticolonialistas. A partir deste acampamento 
	improvisado\,\nplaneiam derrubar o regime autoritário que explora os recur
	sos naturais da\nregião — e o seu próprio povo. Quando uma jovem fugitiva 
	intersexo e um mineiro\nem fuga se encontram através de forças cósmicas\, 
	a profunda ligação e união\nentre ambos gera uma falha no sistema e aciona
	 interferências no grande circuito\ndivino global.\n\n\n\nSÁB 31.10 | 16h3
	0\n\nA sessão final propõe um momento de reflexão coletiva sobre a realida
	de local\,\nreunindo realizadores/as e coletivos ligados às lutas antirrac
	istas e\nanticoloniais.\n\nOs filmes desta sessão aproximam-se das marcas 
	da história colonial portuguesa\nno presente\, através da memória\, da mig
	ração\, da pertença\, dos afetos e das\nformas de viver. Entre o íntimo e 
	o coletivo\, mostram como o racismo e as\ncontinuidades coloniais atravess
	am relações\, percursos\, desejos e imaginários.\n\nPartindo das temáticas
	 abordadas nos filmes selecionados\, serão colocadas em\ndiscussão as form
	as de resistência e as possibilidades de construção de outros\nmodos de re
	lação\, pertença e comunidade.\n\nDepois dos filmes\, a conversa reunirá c
	ineastas\, coletivos\, associações e outras\npessoas convidadas para parti
	lhar práticas e perspetivas sobre estas questões\,\nbem como para conversa
	r sobre formas de apoio mútuo e organização coletiva.\n\nO encontro termin
	a com um jantar comunitário\, como espaço de convívio\, partilha\ne contin
	uidade da conversa.\n\n\n\n>\n\nNÃO SÃO ÁGUAS PASSADAS\n\nViviane Rodrigue
	s\n\n2025|BR - PT|20’\n\nEntre Lisboa e Lagos\, cidades centrais no tráfic
	o transatlântico de pessoas\nafricanas escravizadas\, este documentário re
	vela a romantização de um dos piores\nepisódios da história portuguesa\, o
	 colonialismo. Transitando entre a terra e o\nalto-mar das duas cidades\, 
	a voz do togolês Naky Gaglo reflecte sobre o\nsilenciamento político e his
	tórico das comunidades africanas (fundamentais para\no desenvolvimento do 
	país) por parte do Estado português\, e relembra a sua\nresponsabilidade c
	om o passado e com as novas formas de construir um futuro.\n\n\n\n>\n\nUM 
	RIO CHAMADO COMBOIO DA LINHA DE SINTRA\n\nMaíra Zenun\n\n2021 | PT | 12’30
	’’\n\nO enredo assume-se como um rascunho poético e uma reflexão crua sobr
	e o\nmovimento de corpos na periferia de Lisboa. A narrativa funciona como
	 um diário\npoético e experimental\, dividido em seis capítulos\, que serv
	e como rascunho\nestético e registo documental de um processo de pesquisa 
	iniciado em 2021. O\nfilme foca-se na "escrevivência" construída a partir 
	de diferentes vozes\,\nimagens\, sons e reflexões ao caminhar e habitar a 
	Linha de Sintra — pensada aqui\nnão apenas como uma infraestrutura ferrovi
	ária\, mas como um denso território\nhumano e sociológico. É um "retrato q
	ue se vai desembaçando"\, uma poesia-reflexo\nque captura as vivências cot
	idianas\, complexas\, maternas e por vezes mesquinhas\nda comunidade negra
	\, periférica e afrodescendente.\n\n\n\n>\n\nSABURA\n\nFalcão Nhaga\n\n202
	5| PT | 26’\n\nNesta história de amor\, um jovem casal é confrontado com u
	m futuro incerto.\nEntre África e Europa\, os dois reencontram-se em Lisbo
	a\, numa casa onde vivem\noutros migrantes\, e onde a distância e a proxim
	idade irão testar a sua relação.\n\n\n\n>\n\nDECOLONIZAR O PRESENTE:\n\nCo
	munidade e Resistência\n\nConversa c/\n\nColectivo Mukambo\, DJASS - Assoc
	iação de Afrodescendentes\, Frente Anti-Racista\,\nNêga Filmes\, Noz Stóri
	a\n\n\n\n>\n\nJANTAR COMUNITÁRIO\n\nreservas: cinemanamula@gmail.com\n\n\n
	\nEntrada Livre para as sessões cinema | Jantar: 5€\n\n\n\n\n\nApoio finan
	ceiro: CCDR - LVT + Cultura\n\nApoio à exibição: Cinemateca Portuguesa - M
	useu do Cinema\, Fundación Cine\nDocumental Investigación Social\, Arsenal
	 – Institut für Film und Videokunst e.V.\n\nAgradecimentos: Dulce Fernande
	s\, Kamal Aljafari\, Maíra Zenun\n\n\n\n🖼️ Rita Comedida
URL:https://eventos.coletivos.org/event/or-cinemanamula-oror-memoria-e-repa
	racao
LOCATION:Cooperativa Mula - Largo Santo André\, 3\, 2830-238 Barreiro\, Por
	tugal 
STATUS:CONFIRMED
CATEGORIES:anticolonialismo,Antirracismo,Barreiro,Cinema,cinemanamula,Decol
	onialismo,Entrada Livre
X-ALT-DESC;FMTTYPE=text/html:<p></p><p><strong>||<em> CINEMANAMULA</em></st
	rong> <strong>||</strong> <strong><em>MEMÓRIA E REPARAÇÃO * Perspectivas A
	nticoloniais e Decoloniais *</em></strong></p><p>~ Entrada Livre</p><p>TER
	 | 6 • 13 • 20 • 27 | 21h</p><p>QUI | 8 • 15 • 22 • 29 | 21h</p><p>SÁB 31 
	| 16h30 ~ 00h</p><p>O colonialismo não é um capítulo encerrado da História
	, mas uma relação de poder que continua a organizar vidas, territórios e i
	maginários, e que exige ser combatida. Esta programação parte da necessida
	de de recusar narrativas que impõem uma perspectiva europeia e de olhar cr
	iticamente para o colonialismo, as suas permanências e reconfigurações. Pr
	ocuramos compreender como essas relações se inscrevem no presente e como p
	odem ser confrontadas e resistidas.</p><p>Memória e Reparação reúne filmes
	 que abordam situações concretas de violência colonial e as resistências q
	ue lhes fazem frente, interrogando as formas como essa violência foi regis
	tada e representada, a apropriação do património e dos territórios, bem co
	mo o racismo, o apartheid e as estruturas que os sustentam. Estas questões
	 cruzam-se com a intimidade, a pertença e o cuidado, enquanto a imaginação
	 de outros futuros abre espaço à possibilidade de construir para além das 
	estruturas existentes.</p><p>No último encontro, a conversa traz estes ass
	untos para o presente que partilhamos, reunindo cineastas, colectivos e as
	sociações para pôr em comum perspectivas, práticas e modos de organização 
	a partir dos seus bairros e comunidades de proximidade.</p><p></p><p>TER 0
	6.10 | 21h</p><p>Como é contada a história colonial e o que acontece quand
	o, no presente, se confronta o seu apagamento e silenciamento? Esta sessão
	 parte do passado colonial português e da necessidade de reconhecer a viol
	ência que durante muito tempo foi ocultada ou minimizada nas narrativas do
	minantes.</p><p></p><p>&gt;</p><p>CONTOS DO ESQUECIMENTO</p><p>Dulce Ferna
	ndes</p><p>2023 | PT | 63’</p><p>Achados arqueológicos recentes em Lagos, 
	no sul de Portugal, revelaram o passado esquecido do papel de Portugal no 
	tráfico transatlântico de africanos escravizados. Invocando a distância en
	tre o que queremos esquecer e a urgência da memória, 'Contos do Esquecimen
	to' é um território de revelação do passado no presente.</p><p></p><p></p>
	<p>QUI 08.10 | 21h</p><p>Como olhar hoje para imagens e narrativas colonia
	is? Esta sessão propõe revisitar arquivos e formas de representação produz
	idas durante e depois do colonialismo português, interrogando o olhar que 
	as construiu e as narrativas que dele resultaram. Ao voltar a esse materia
	l a partir do presente, abre-se espaço para questionar a forma como a hist
	ória colonial foi contada.</p><p></p><p>&gt;</p><p>A STORY FROM AFRICA</p>
	<p>Billy Woodberry</p><p>2019 | EUA - PT | 32’</p><p>A partir de fotografi
	as produzidas por um oficial do exército português, Billy Woodberry recons
	trói a história trágica de Calipalula, dignitário cuamato, cuja posição fo
	i instrumentalizada pelas autoridades coloniais. Explorando rivalidades en
	tre poderes locais, o exército português procurou impor o seu domínio dura
	nte a ofensiva militar de 1907, no sul de Angola. O cineasta norte-america
	no, um dos fundadores do movimento L.A. Rebellion, propõe uma leitura crít
	ica deste arquivo, expondo a violência que o eufemismo “campanha de pacifi
	cação” procura ocultar e interroga os conflitos, as ausências e as relaçõe
	s de poder inscritas nas imagens coloniais.</p><p></p><p>&gt;</p><p>ACTO D
	OS FEITOS DA GUINÉ</p><p>Fernando Matos Silva - Cinequipa</p><p>1980 |PT| 
	81’</p><p>Filme-ensaio que parte de material filmado na Guiné em 1969 e 19
	70 para um retrato da relação histórica da colonização portuguesa com a co
	mpreensão de África. O filme de Fernando Matos Silva tem marcas autobiográ
	ficas e conjuga imagens documentais – imagens de guerra, cruas e extremas,
	 a preto e branco – e de ficção – sequências a cor que encenam um “Acto” o
	nde os “feitos” são contados por personagens que representam diretamente v
	oltadas para a câmara.</p><p>c/ presença do realizador</p><p></p><p></p><p
	>TER 13.10 | 21h</p><p>Esta sessão questiona a forma como bens culturais r
	etirados, saqueados ou adquiridos sob domínio colonial foram incorporados 
	nas coleções europeias e apresentados nos museus. A restituição torna visí
	vel essa história e abre a discussão sobre o lugar dos museus e sobre quem
	 deve decidir o destino desse património.</p><p></p><p>&gt;</p><p>LES STAT
	UES MEURENT AUSSI</p><p>Alain Resnais - Chris Marker - Ghislain Cloquet</p
	><p>1953 | FR | 30’</p><p>Documentário encomendado pela revista Présence A
	fricaine. Partindo da questão «Por que razão a arte africana está no Museu
	 do Homem, enquanto a arte grega ou egípcia se encontra no Louvre?», os re
	alizadores expõem e criticam a falta de reconhecimento e de valorização da
	 arte africana. O filme foi censurado em França durante oito anos.</p><p><
	/p><p>&gt;</p><p>YOU HIDE ME</p><p>Nii Kwate Owoo</p><p>1970 | Gana | 17’<
	/p><p>Uma grande quantidade de artefatos africanos antigos e raros estão e
	scondidos em sacos de plástico e caixas de madeira no porão do Museu Britâ
	nico. Ao longo de um dia, os objetos valiosos são revelados pela primeira 
	vez, evidenciando a vasta extensão da arte africana roubada pelas forças c
	oloniais.</p><p></p><p>&gt;</p><p>DAHOMEY</p><p>Mati Diop</p><p>2024 | Sen
	egal FR | 68’</p><p>Vinte e seis tesouros reais do Reino do Daomé estão pr
	estes a deixar Paris para regressar ao seu país de origem, a actual Repúbl
	ica do Benim. Juntamente com milhares de outros, estes artefactos foram pi
	lhados pelas tropas coloniais francesas em 1892. Que atitude tomar perante
	 o regresso a casa destes antepassados, num país que teve de seguir em fre
	nte na sua ausência? A discussão aquece entre estudantes na Universidade d
	e Abomey-Calavi.</p><p></p><p>QUI 15.10 | 21h</p><p>Esta sessão propõe des
	montar uma perspectiva colonial inscrita nas imagens e nas formas de conta
	r o passado. Reúne duas formas de investigação: uma que parte de um arquiv
	o produzido pelos próprios sujeitos da história e outra que regressa a um 
	arquivo encontrado para seguir as suas imagens, os seus lugares e as pesso
	as que nelas aparecem. De modos diferentes, ambas questionam esse olhar e 
	trazem à tona histórias e violências que podem ser lidas a partir de outro
	s lugares.</p><p></p><p>&gt;</p><p>APIYEMIYEKÎ?</p><p>Ana Vaz</p><p>2020 |
	 BR FR PT | 28´</p><p>A partir de um arquivo com mais de 3.000 desenhos re
	alizados pelos Waimiri-Atroari durante os seus primeiros processos de alfa
	betização, Apiyemiyekî? recupera uma memória colectiva da violência sofrid
	a por este povo da Amazónia brasileira. Os desenhos registam encontros e i
	mpressões com o “homem civilizado”, revelando a partir do olhar de quem os
	 realizou, as marcas da invasão das terras e a violência exercida pelo Est
	ado brasileiro durante a ditadura militar. A construção da BR-174 e a expl
	oração mineira fazem parte desse processo de expropriação e abuso. Numa ab
	ordagem experimental, Ana Vaz sobrepõe e funde desenhos, som e imagem, cri
	ando novas relações entre os materiais do arquivo e fazendo emergir uma me
	mória contada a partir de quem a viveu.</p><p></p><p>&gt;</p><p>FILME PART
	ICULAR</p><p>Janaína Nagata</p><p>2022 | BR | 91'</p><p>Documentário de de
	sktop construído a partir de um rolo de película de 16 mm pertencente a um
	a família desconhecida. Este filme transforma-se numa investigação, atravé
	s de uma perspetiva pós-colonial, recorrendo a ferramentas digitais e às p
	istas que o filme oferece, para desconstruir e investigar a origem do mate
	rial e o contexto socio-político e histórico que o circunda, nomeadamente 
	o Apartheid na África do Sul.</p><p></p><p></p><p>TER 20.10 | 21h</p><p>A 
	ocupação de um território envolve violência, deslocação e destruição, mas 
	também a tentativa de apagar as marcas de quem o habita. Na Palestina, o g
	enocídio e a destruição de lugares, memórias e arquivos fazem parte dessa 
	violência. Esta sessão olha para a relação entre território e memória e pa
	ra as formas como imagens, lugares e arquivos podem contrariar esse apagam
	ento.</p><p></p><p>&gt;</p><p>UNDR</p><p>Kamal Aljafari</p><p>2024 | PA | 
	15’</p><p>O olhar de um helicóptero varre o deserto, inspecionando uma ter
	ra simultaneamente antiga e moderna, natural e construída. Agricultores cu
	ltivam os seus campos, crianças brincam e os sinos tocam para a oração. A 
	dinamite rompe a terra. UNDR é um pungente ensaio cinematográfico feito a 
	partir de imagens de arquivo recolhidas sobre uma paisagem de outro mundo,
	 carregada de história e potencial, que se transformou num inquietante cen
	ário de vigilância e incursão.</p><p></p><p>&gt;</p><p>A FIDAI FILM</p><p>
	Kamal Aljafari</p><p>2024 | PA - Brazil - DE - FR - Qatar | 77’</p><p>No v
	erão de 1982, o exército israelita invadiu Beirute, e o Centro de Investig
	ação Palestiniano saqueando todo o seu arquivo. Este acervo que integra do
	cumentos históricos e imagens fixas e em movimento da Palestina torna-se a
	 premissa de A Fidai Film, que explora a memória visual desse roubo por me
	io de imagens agora mantidas em arquivos israelitas. Face a estes atos de 
	expropriação e apropriação, A Fidai Film propõe uma contra-narrativa desta
	 perda, de forma a restaurar os vestígios da história pilhada da Palestina
	. O cineasta assume o papel de um 'sabotador', criando um contra-arquivo a
	 partir de imagens reapropriadas, subvertendo a ficção para revelar uma ou
	tra realidade.</p><p></p><p>QUI 22.10 | 21h</p><p>Longe de encerrar os pro
	cessos de exploração e desigualdade, o fim formal do colonialismo viu esta
	s estruturas perpetuarem-se no capitalismo contemporâneo. Esta sessão debr
	uça-se sobre a exploração da terra, dos recursos e dos corpos, problematiz
	ando o extrativismo enquanto engrenagem dessa mesma continuidade.</p><p>As
	 lutas pela recuperação e defesa dos territórios são o reflexo de uma resi
	stência que recusa ser apagada da história</p><p></p><p>&gt;</p><p>HORA DE
	 MUDAR</p><p>Pocas Pascoal</p><p>2024 | BR PT | 5’</p><p>Filme experimenta
	l que relaciona colonialismo, capitalismo e destruição ambiental. Através 
	de imagens e associações poéticas, questiona como a exploração da terra, d
	os ecossistemas e das pessoas se prolonga no presente.</p><p></p><p>&gt;</
	p><p>NUESTRA VOZ DE TIERRA, MEMORIA Y FUTURO</p><p>Marta Rodríguez e Jorge
	 Silva</p><p>1982 | Colombia | 90’</p><p>Documentário poético feito em col
	aboração com comunidades indígenas do Cauca. Acompanha a luta pela recuper
	ação de terras ancestrais e articula observação, mitologia e cosmologia in
	dígena, afirmando a cultura como instrumento de resistência à opressão col
	onial e latifundiária.</p><p></p><p>TER 27.10 | 21h</p><p>A violência colo
	nial atinge os corpos, as relações e os afectos, e os seus efeitos fazem-s
	e sentir na vida quotidiana. Esta sessão aborda questões de racismo, margi
	nalização, intimidade e pertença, aproximando-se de práticas de cuidado e 
	descanso e das possibilidades de resistência e liberdade.</p><p></p><p>&gt
	;</p><p>MANCHÊ BOM</p><p>Sara Fonseca da Graça</p><p>2021| PT |12´</p><p>T
	ravessia filmada entre o Miratejo e Belém, acompanhando a artista enquanto
	 transporta uma pintura através do Tejo. Entre texto, performance e paisag
	em urbana, o filme reflete sobre marginalização, violência, reparação, des
	canso e o direito de imaginar um lugar de liberdade para os corpos negros.
	</p><p>Obra coproduzida pelo Teatro do Bairro Alto e integrada no projeto 
	digital Primeiro Rascunho; edição e montagem pela Nêga Filmes.</p><p></p><
	p>&gt;</p><p>MILISUTHANDO</p><p>Milisuthando Bongela</p><p>2023 | África d
	o Sul - Colômbia| 128’</p><p>Ensaio documental que constitui uma exploraçã
	o poética e pessoal baseada na memória sobre identidade etnoracial, intimi
	dade e o pós-apartheid na África do Sul. A obra acompanha a perspetiva da 
	realizadora, que cresceu sem consciência do regime segregacionista do Tran
	skei até à queda do sistema, estruturando-se em cinco atos e três universo
	s ao longo de três décadas.</p><p></p><p>QUI 29.10 | 21h</p><p>A imaginaçã
	o de outros futuros permite pensar para além das estruturas que organizam 
	o presente. Esta sessão recorre à ficção e ao afrofuturismo para desafiar 
	dinâmicas de poder, exploração e dominação, procurando, assim, outras form
	as de viver e organizar a vida coletiva.</p><p></p><p></p><p>&gt;</p><p>NE
	PTUNE FROST</p><p>Saul Williams e Anisia Uzeyman</p><p>2021 | Ruanda - EUA
	 |110’</p><p>Numa lixeira virtual de resíduos eletrónicos que parece perte
	ncer a outro mundo, um grupo de mineiros de coltan fugitivos une-se para f
	ormar um coletivo de hackers informáticos anticolonialistas. A partir dest
	e acampamento improvisado, planeiam derrubar o regime autoritário que expl
	ora os recursos naturais da região — e o seu próprio povo. Quando uma jove
	m fugitiva intersexo e um mineiro em fuga se encontram através de forças c
	ósmicas, a profunda ligação e união entre ambos gera uma falha no sistema 
	e aciona interferências no grande circuito divino global.</p><p></p><p>SÁB
	 31.10 | 16h30</p><p>A sessão final propõe um momento de reflexão coletiva
	 sobre a realidade local, reunindo realizadores/as e coletivos ligados às 
	lutas antirracistas e anticoloniais.</p><p>Os filmes desta sessão aproxima
	m-se das marcas da história colonial portuguesa no presente, através da me
	mória, da migração, da pertença, dos afetos e das formas de viver. Entre o
	 íntimo e o coletivo, mostram como o racismo e as continuidades coloniais 
	atravessam relações, percursos, desejos e imaginários.</p><p>Partindo das 
	temáticas abordadas nos filmes selecionados, serão colocadas em discussão 
	as formas de resistência e as possibilidades de construção de outros modos
	 de relação, pertença e comunidade.</p><p>Depois dos filmes, a conversa re
	unirá cineastas, coletivos, associações e outras pessoas convidadas para p
	artilhar práticas e perspetivas sobre estas questões, bem como para conver
	sar sobre formas de apoio mútuo e organização coletiva.</p><p>O encontro t
	ermina com um jantar comunitário, como espaço de convívio, partilha e cont
	inuidade da conversa.</p><p></p><p>&gt;</p><p>NÃO SÃO ÁGUAS PASSADAS</p><p
	>Viviane Rodrigues</p><p>2025|BR - PT|20’</p><p>Entre Lisboa e Lagos, cida
	des centrais no tráfico transatlântico de pessoas africanas escravizadas, 
	este documentário revela a romantização de um dos piores episódios da hist
	ória portuguesa, o colonialismo. Transitando entre a terra e o alto-mar da
	s duas cidades, a voz do togolês Naky Gaglo reflecte sobre o silenciamento
	 político e histórico das comunidades africanas (fundamentais para o desen
	volvimento do país) por parte do Estado português, e relembra a sua respon
	sabilidade com o passado e com as novas formas de construir um futuro.</p>
	<p></p><p>&gt;</p><p>UM RIO CHAMADO COMBOIO DA LINHA DE SINTRA</p><p>Maíra
	 Zenun</p><p>2021 | PT | 12’30’’</p><p>O enredo assume-se como um rascunho
	 poético e uma reflexão crua sobre o movimento de corpos na periferia de L
	isboa. A narrativa funciona como um diário poético e experimental, dividid
	o em seis capítulos, que serve como rascunho estético e registo documental
	 de um processo de pesquisa iniciado em 2021. O filme foca-se na "escreviv
	ência" construída a partir de diferentes vozes, imagens, sons e reflexões 
	ao caminhar e habitar a Linha de Sintra — pensada aqui não apenas como uma
	 infraestrutura ferroviária, mas como um denso território humano e socioló
	gico. É um "retrato que se vai desembaçando", uma poesia-reflexo que captu
	ra as vivências cotidianas, complexas, maternas e por vezes mesquinhas da 
	comunidade negra, periférica e afrodescendente.</p><p></p><p>&gt;</p><p>SA
	BURA</p><p>Falcão Nhaga</p><p>2025| PT | 26’</p><p>Nesta história de amor,
	 um jovem casal é confrontado com um futuro incerto. Entre África e Europa
	, os dois reencontram-se em Lisboa, numa casa onde vivem outros migrantes,
	 e onde a distância e a proximidade irão testar a sua relação.</p><p></p><
	p>&gt;</p><p>DECOLONIZAR O PRESENTE:</p><p>Comunidade e Resistência</p><p>
	Conversa c/</p><p>Colectivo Mukambo, DJASS - Associação de Afrodescendente
	s, Frente Anti-Racista, Nêga Filmes, Noz Stória</p><p></p><p>&gt;</p><p>JA
	NTAR COMUNITÁRIO</p><p>reservas: cinemanamula@gmail.com</p><p></p><p>Entra
	da Livre para as sessões cinema | Jantar: 5€</p><p></p><p></p><p>Apoio fin
	anceiro: CCDR - LVT + Cultura</p><p>Apoio à exibição: Cinemateca Portugues
	a - Museu do Cinema, Fundación Cine Documental Investigación Social, Arsen
	al – Institut für Film und Videokunst e.V.</p><p>Agradecimentos: Dulce Fer
	nandes, Kamal Aljafari, Maíra Zenun</p><p></p><p>🖼️ Rita Comedida</p>
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DESCRIPTION:|| CINEMANAMULA || MEMÓRIA E REPARAÇÃO
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