Jornadas por um 1° de Maio Anti-autoritário
A memória do 1º de Maio não é passado — é luta viva. Vivemos num tempo em que o conflito é suavizado, a história é apagada e aquilo que foi arrancado à força é apresentado como concessão. Mas o tempo continua a ser terreno de disputa — e o nosso tempo não nos pertence.
Por isso, antes do 1º de Maio, encontramo-nos nas ruas.
26 de abril, Largo do Intendente, 15h30.
Abrimos com duas conversas:
– 1º de Maio Combativo: Memória e Luta
– Quem Fica de Fora da Luta de Classes?
Depois, ocupamos o espaço: desporto popular, performances, jantarada e atividades para crianças. Um encontro entre vidas, ideias e práticas — fora da lógica da produtividade, contra o isolamento, por tudo o que ainda conseguimos fazer fora do controlo estatal.
Reivindicamos também o ócio — não como pausa para voltar ao trabalho, mas como tempo que não responde à obrigação de produzir.
Contra o apagamento, contra a normalização de uma vida capturada pelo trabalho — ocupamos o espaço, criamos ligações, reforçamos afectos, afirmamos presença.
Aparece!